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Censo 2022: mulheres têm mais estudo, mas ganham menos que homens

  • Foto do escritor: Lucas Brandão
    Lucas Brandão
  • 9 de out. de 2025
  • 2 min de leitura

Apesar de serem 52% da população, elas são 43% da força de trabalho


mulheres têm mais estudo, mas ganham menos que homens
Entre os trabalhadores com ensino superior completo, enquanto os homens ganhavam em média R$ 7.347, as mulheres recebiam cerca de 60% desse valor, ou seja, R$ 4.591 - Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

As mulheres ainda são minoria no mercado de trabalho e recebem rendimentos menores do que os homens, apesar de terem mais instrução. É o que mostra o módulo sobre Trabalho e Rendimento do Censo 2022, divulgado nesta quinta-feira (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Quando a pesquisa foi realizada, 62,9% dos homens com mais de 14 anos estavam trabalhando, enquanto entre as mulheres essa proporção era de 44,9%.


Com isso, apesar de serem 52% da população geral, as mulheres representavam apenas 43,6% da força de trabalho em 2022.


A proporção só se inverteu em três dos dez grandes grupos de ocupação. As mulheres eram maioria entre os profissionais das ciências e intelectuais, os trabalhadores de apoio administrativo e os trabalhadores dos serviços, vendedores dos comércios e mercados. Na outra ponta, menores presenças femininas foram identificadas entre os operadores de instalações e máquinas, montadores e membros das forças armadas, policiais e bombeiros militares. Já a análise por atividades mostrou que elas são maioria absoluta nos serviços domésticos, com 93,1%, e também representam mais de 70% dos trabalhadores da saúde humana, serviços sociais e educação.


Renda


Os rendimentos também reforçam a desigualdade. A média masculina foi de R$ 3.115 mensais — R$ 609 a mais do que a média feminina, que ficou em R$ 2.506. A diferença aumenta conforme o grau de instrução.


Entre os trabalhadores com ensino superior completo, enquanto os homens ganhavam em média R$ 7.347, as mulheres recebiam cerca de 60% desse valor, ou seja, R$ 4.591. Apesar disso, as mulheres mantiveram-se mais instruídas: 28,9% das trabalhadoras tinham ensino superior completo, contra 17,3% dos trabalhadores homens.


O IBGE também identificou diferenças nos rendimentos obtidos com o trabalho, considerando a cor ou raça. A menor quantia foi declarada pelos trabalhadores indígenas (R$ 1.653 mensais), seguida pelas pessoas pretas (R$ 2.061). Na outra ponta, os trabalhadores de cor ou raça amarela recebiam R$ 5.942, e os brancos, R$ 3.659.


De maneira geral, as pessoas pretas, pardas e indígenas apresentaram renda inferior, não somente em relação aos brancos e amarelos, mas também na comparação com a média nacional, independentemente do grau de instrução. Isso se intensifica na análise apenas dos trabalhadores com ensino superior completo: indígenas recebiam menos da metade do valor pago às pessoas amarelas (R$ 3.799 contra R$ 8.411). A diferença entre pretos e brancos também é significativa — R$ 4.175 diante de R$ 6.547.


O próprio grau de instrução também revelou grandes discrepâncias. Entre as pessoas brancas e amarelas, a proporção de indivíduos com ensino superior superou a de trabalhadores sem instrução ou com ensino fundamental incompleto. Mas o inverso ocorre entre os pretos, pardos e indígenas — e, no último caso, enquanto 34,7% dos trabalhadores não completaram sequer o ciclo educacional mais básico, apenas 12,4% concluíram o ensino superior.


Fonte: Agência Brasil

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