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Com protagonismo do RJ no aço, Volta Redonda colhe os frutos

  • Foto do escritor: Lucas Brandão
    Lucas Brandão
  • 23 de jul. de 2025
  • 3 min de leitura

Foco VR ouviu especialista sobre os reflexos da produção de aço em Volta Redonda e no RJ


Foco VR
Apesar das incertezas com as taxas de exportação impostas pelos EUA, as vendas externas mantiveram crescimento em junho - Foto: Divulgação

O Rio de Janeiro produziu 750 mil toneladas de aço bruto em junho, representando 26,5% do total nacional. No primeiro semestre de 2025, o estado acumulou 4,4 milhões de toneladas, alta de 4,6% em relação a 2024. Dados do Instituto Aço Brasil destacam o protagonismo fluminense, consolidando o estado como o segundo maior produtor do país, atrás apenas de Minas Gerais.


Apesar das incertezas com as taxas de exportação impostas pelos EUA, as vendas externas mantiveram crescimento em junho, conforme a secretária interina de Desenvolvimento Econômico, Fernanda Curdi.


Diante disso, o FOCO VR perguntou ao economista e consultor financeiro André Mirsky sobre os impactos para Volta Redonda/RJ e as possíveis medidas que o Estado pode adotar para manter a competitividade do aço diante das barreiras internacionais.


1. Como a produção de aço pode afetar a cidade de Volta Redonda e a região?


A produção de aço tem um impacto direto e estratégico sobre Volta Redonda, que historicamente é conhecida como a “Cidade do Aço” justamente pela presença da CSN.

Esse protagonismo coloca o município no centro das decisões econômicas da cadeia siderúrgica nacional.


O aumento na produção do estado, com 26,5% de participação no total brasileiro, significa mais dinamismo para a economia local, maior arrecadação de impostos, estímulo a investimentos e fortalecimento da indústria regional de bens de capital, construção civil e serviços logísticos. Isso gera um efeito multiplicador não só em Volta Redonda, mas em todo o Sul Fluminense.


2. Como a produção de aço impacta a geração de empregos em Volta Redonda?


A siderurgia é uma indústria intensiva em capital e em mão de obra, direta e indiretamente.

O crescimento da produção tende a impulsionar contratações em toda a cadeia: operários, engenheiros, técnicos, logística, manutenção, fornecedores e prestadores de serviço.


Em Volta Redonda, onde a CSN é o maior empregador, cada ciclo positivo da produção se traduz em aumento da ocupação e melhoria da renda. Além disso, a geração de empregos indiretos, comércio, transporte, alimentação e serviços, acompanha o ritmo da indústria, promovendo um ciclo virtuoso de desenvolvimento regional.


3. Quais setores da economia fluminense são mais beneficiados pela indústria siderúrgica?


A cadeia do aço impulsiona diversos setores no estado do Rio. A construção civil, tanto pública quanto privada, é uma das maiores beneficiadas, seguida pela indústria naval, automotiva, de petróleo e gás, e o setor de máquinas e equipamentos. Além disso, há um impacto relevante nos setores de transporte ferroviário e portuário, fundamentais para o escoamento da produção, e em serviços especializados, como engenharia, manutenção industrial e tecnologia.


O aço é um insumo básico e transversal, e sua força no estado ajuda a dar suporte a outras vocações econômicas fluminenses.


4. Quais medidas o estado pode adotar para manter a competitividade do aço frente às barreiras internacionais?


O Estado do Rio pode adotar uma série de medidas coordenadas para manter a competitividade do setor siderúrgico. Entre elas, destaco:


• Políticas de incentivos fiscais e crédito produtivo regional para modernização das plantas industriais;

• Investimentos em infraestrutura logística, portos, ferrovias e rodovias, para reduzir custos operacionais;

• Articulação federativa para defender o setor contra práticas desleais de comércio, como o dumping;

• Estímulo à inovação tecnológica e à transição verde, com apoio à descarbonização da produção.


Essas ações são fundamentais para preservar a competitividade diante de um mercado global cada vez mais disputado e regulado, ainda mais agora perante as políticas protecionistas adotadas pelo presidente dos EUA, Donald Trump.



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